I said my heart, it don't beat, it don't beat the way it used to;
and my eyes don't recognize you no more.
And my lips, they don't kiss, they don't kiss the way they used to;
And my eyes don't recognize you no more.
For reasons unknown, for reasons unknown, for reasons unknown,
for reasons unknown.
Saturday, November 28, 2009
for reasons unknow
Thursday, November 26, 2009
sonhei com você hoje
Sessão som na caixa
Saturday, November 21, 2009
Miedo - Lenine ft. Julieta Venegas
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo en una sombra que el temor no esquiva
El miedo as una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
O medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias ou em rota de colisão
O medo é de Deus ou do demo? É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dá
Medo que dá medo do medo que dá
Friday, November 20, 2009
Monday, November 16, 2009
i got the blues...
Em um mês e dois dias vou-me embora e nunca mais vou no mercado chino comprar zanahoria ou frutilla. Não vou mais fazer compras no disco ou caminhar pela Santa Fé. Eu não vou ter uma casa minha e o que eu colocar na geladeira pode não estar lá quando eu quiser comer. Não terei mais uma amiga no quarto ao lado para dividir a vida e as lamentações. Eu não vou poder nem comer minha geléia preferida no café enquanto conversamos com a Madalena no skype.
Quando eu sentir o dia sem graça não poderei entrar no Ateneo pra que suas luzes me iluminem e as prateleiras de livraria alguma me dará a quantidade de psicanálise das prateleiras da paidós. Eu não vou achar engraçado quando um garçon do Rio me tratar mal. Eu não vou dançar salsa na sala de apartamento algum ou fazer coreografias com minha media naranja colombiana. Eu mal vou poder escolher o alface servido no almoço.
Eu posso fingir que não. Posso fazer de conta que não é definitivo e que eu vou encontrar um jeito de ficar, mas no fundo eu sei que é hora, que não dá mais pra postergar. A verdade é que eu nem quero mais postergar, porque eu sinto que a síndrome de Peter Pan que havia aqui se extinguiu por auto-nervosal. Mas isso não muda o fato de que, ainda que não tenha sido perfeito, foram dois dos melhores anos da minha vida.
Muitas vezes eu me perguntei onde é que eu estava com a cabeça, quis me materializar no posto 8 e tomar um chope gelado com meus amigos, longe desses argentinos prepotentes que tanto já me irritaram. Pois que sigam me irritando, porque mesmo assim eu me apaixonei por essa cidade, eu me apaixonei pelos amigos colombianos e mexicanos que tantas vezes me irritam e depois volto a me apaixonar. Sem nem falar nas duas mineirinhas que me fazem ter vontade de pegar a estrada pra Belo Horizonte e colocar pra sempre o 'trem' no meu vocabulário. Sem falar naquele lá, que me matou de alegria e de tristeza, me fazendo ter os melhores dois meses que alguém pode ter na vida.
Morar sozinha, dividir apê com amiga, aprender a cozinhar, aprender a não poder ligar para as amigas na hora que bem entender, aprender a ser só e a gostar de coisas diferentes, entender pessoas diferentes, culturas diferentes, dançar coisas diferentes, fazer análise duas vezes por semana em espanhol, ser diferente... não posso não pensar que Buenos Aires ainda tem tanto pra me dar. É um absurdo ir embora agora! Uma heresia deixar de crescer logo quando já me curei da alergia a escrever e já joguei tantas taças de vinho pia abaixo! Mas não se deixa de crescer... não se apaga o que se aprendeu e não dá pra voltar atrás.
Não vai ser fácil não. Vai ser bem complicado guardar meus sapatos de volta no quarto que eu escolhi quando tinha 16 anos. Vai ser complicado voltar pra uma cidade que não sabe se é vila ou metrópole, vivendo entre milhares de pessoas que falam demais por não ter nada a dizer e com medo de caminhar à noite pelo meu próprio quarteirão. You can never go home again...
Mas eu tenho um mês e dois dias para viver a paz do meu apartamento, onde eu e Larissa costumamos escolher o mesmo canal, a mesma comida. Eu tenho um mês e dois dias para ter a felicidade de estender a roupa lavada ao lado da horta fracassada que eu amo apesar da disfuncionalidade. E é pra que eu não me odeie depois, por ter jogado fora o pouco tempo que me resta, que nesse momento eu não quero fazer nada além de viver Buenos Aires. Deixo para o território brasileiro o que tiver a ver com o Brasil, porque o meu último passeio por Palermo Soho não pode ser pela metade. O meu último jantar no Juana M., a minha última segunda-feira na Bomba de Tiempo, o meu último brunch, mi ultima pelicula de Woody no sofá da sala que não será mais minha, minha última salsa, meu picnic final... não importa quantas vezes eu voltar depois, nunca será igual a agora. Porque não vai mais ser a minha cidade.
Wednesday, November 11, 2009
Girl talk, o esdrúxulo
Situação: você sai com um rapaz todo fim de semana e, independente do programa, ele sempre termina na cama. Daí que certo dia, como cedo ou tarde teria que acontecer, você está menstruada justo no dia em que combinaram um cinema. Imaginemos que o rapaz te pergunta "e depois do filme vamos jantar lá em casa?". É evidente a intenção, o jantar não passa de uma preliminar e você sabe disso. Vamos sim, mas te aviso que estou menstruada? Ao dizer isso você está o que? Assinando uma declaração de que a isso se resume a sua relação? Melhor então ir jantar e dar a notícia quando o rapaz vier de chamego?
- Mas se eu avisar quando ele me beijar estarei sendo muito precipitada e se eu avisar num momento já caliente ele vai me olhar com uma cara de pra que que eu deixei ele ficar com o pau duro - observa a amiga colombiana, aflita sem saber onde fica a linha limite
- É como saber onde é a linha limite quando não rola sexo. Até onde eu posso aproveitar sem transar, sem que se torne ridículo? - questiona a outra - Não tenho mais idade pra roçar de roupa - completa.
Parece tudo uma bobagem porque, afinal de contas, todo mundo menstrua mesmo e pessoas que trepam tem intimidade. Mas é ESDRÚXULO! Tá legal que muita gente nem se importa, que há quem até goste e tal, mas que é uma notícia esdrúxula quando há certo limite de intimidade, é.
Saturday, October 17, 2009
a menina que pulava os meios
Conheceu Jorge e teve um daqueles encontros que nem na maior das expectativas imaginamos que vá ser tão bom. Surpreendente, dose certa de álcool e mais risadas que ela esperava que ele pudesse proporcionar, que alguém ainda pudesse. Ele a deixou em casa depois de uma caminhada que beirava a perfeição e se despediu com um beijo quase melhor.
Ele telefonou 3 dias depois... ela já imaginava que iria.
- Jorge, eu adoraria sair com você, mas acho melhor a gente parar por aqui.
- Mas por que?
- Porque foi tudo muito bom. Quase perfeito, eu diria. E eu já vejo onde isso pode dar. A gente vai começar a sair, a se envolver e vamos acabar nos apaixonando. Aí a gente vai namorar e dizer que nos amamos, e vamos nos amar mesmo, loucamente, talvez até casar... se der tempo. Mas mais cedo ou mais tarde, antes ou depois desse casório, você vai começar a detestar minha mania de checar se tenho cabelos brancos antes de dormir. E depois de um tempo eu não vou suportar que você durma de meias. Você vai descobrir que eu não gosto de verdade daquela banda indie que você adora, mas que falei aquilo só pra te agradar. Vai ver você também falou algo só pra me agradar, sei lá... o que importa é que vamos descobrir coisas que nos desagradam. Não sei... você pode sentir tesão por outra mulher ou pior, se apaixonar. Não posso te explicar o que, mas sei que alguma coisa vai dar errada e a gente vai acabar terminando. Alguém vai sair mal disso, e é bem capaz de ser eu. Não é nada pessoal, sabe. Eu gostei de você mesmo. Só quero evitar a troca de ofensas, as mágoas e lágrimas que nosso término poderia causar. Acho melhor pararmos por aqui, porque assim a gente pula todas as brigas, todo o sofrimento, e chegamos intactos ao fim.